Há 37 anos servindo nossa querida Paranapanema.

Crianças que mantêm viva a essência e o amor da nossa Querida Irmã Guilhermine.

Crianças que mantêm viva a essência e o amor da nossa Querida Irmã Guilhermine.

Crianças aprendem melhor brincando

Integração entre pais e crianças fortalece laços e transforma vidas.

Atividades lúdicas despertam a criatividade e a alegria das crianças.

Onde a infância floresce em meio à natureza.

Equipe SOAMPARO

Amar, Integrar e Promover. Nosso jeito de ser.

NOTÍCIAS


Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes




Um importante e delicado tema ganha destaque nesta sexta-feira, 18 de maio. Hoje é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data que estimula a reflexão sobre o papel da sociedade civil no combate a esse tipo de crime.

SOAMPARO, conscientizou  todas as crianças sobre tal realidade e saíram as ruas para manifestar o seu apoio a está causa. Após a caminhada, as crianças apresentaram no Cras( Centro de referencia de assistência social) uma música e um teatro sobre o tema e se juntaram para pedir mais atenção as crianças e adolescentes que sofrem com o abuso e a exploração sexual.

Além da conscientização, uma das formas mais eficazes de combater abusos e explorações é a denúncia, que pode ser feita por meio do Disque 100, um canal da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) que funciona 24 horas por dia. A ligação é gratuita e a identidade do denunciante é mantida em sigilo. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis. Dados da SDH, mostram que em 2017 foram recebidas 22.324 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. A maior parte delas – 14,93% – foram feitas do Estado de São Paulo. 

O  Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 1988, incentivado por um crime ocorrido no dia 18 de maio de 1973, quando uma menina de oito anos foi sequestrada, drogada, espancada, violentada e morta.

 “Quando você finge que não vê, você é cúmplice – Se você testemunhar uma situação de violência sexual contra uma criança ou adolescente, não se cale. Disque 100?.

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A importância da família no desenvolvimento da criança




 A Criança

As crianças interagem a maior parte do tempo com os pais, porém, existem outras pessoas que desempenham um importante papel no desenvolvimento global da mesma, como: os professores, a família, os irmãos, os colegas, entre outros.

Para além disto, há que ter em conta as mudanças que ocorrem no contexto da vida da criança e que podem produzir fortes influências no seu desenvolvimento.

Por exemplo: as mudanças temporárias (como a visita de familiares, de amigos ou vizinhos a casa; a ida dos pais para o trabalho) as mudanças mais duradouras (como o nascimento de um bebé, a separação dos pais).

O modelo ecológico

O modelo ecológico do desenvolvimento humano de Bronfenbrenner (1996) inclui uma nova forma de olhar as propriedades da pessoa em desenvolvimento. Assim, considera: a pessoa; o processo; o tempo e o contexto.

Esta nova abordagem ressalta a importância de se considerarem as características do indivíduo em desenvolvimento, bem como as suas convicções, o nível de actividade, o temperamento, as suas metas e as suas motivações.

Por outro lado, para se desenvolver o nível intelectual, emocional e social da criança é necessário que esta tenha uma participação activa e que interaja com pessoas, objectos e símbolos no ambiente onde se insere.

O processo de interacção da criança com os outros, associado aos vários ambientes onde vive e aos eventos históricos influenciam o desenvolvimento desta.

O sistema familiar é um sistema aberto e dinâmico, que muda com o passar do tempo (modificações ao nível do número de membros e até no processo de desenvolvimento).

Cada membro do sistema familiar passa por uma série de papéis de acordo com a idade, sexo e inter-relações, dentro e fora da família.

De acordo com a teoria ecológica dos sistemas de Bronfenbrenner, o ambiente é dividido em níveis: o microssistema, o mesossistema, o exossistema e o macrossistema.

O microsistema refere-se a padrões e actividades de interacção entre o indivíduo e o seu meio.

O mesosistema engloba relações entre microsistema, como o lar, a escola, a vizinhança, a creche, etc. e que favorecem o desenvolvimento da criança.

O exosistema diz respeito aos cenários sociais próximos que afectam as experiências dos indivíduos. Por exemplo, as relações formais como o local de trabalho dos pais, os serviços de saúde e bem estar da comunidade, a rede social da família.

O macrosistema consiste nos valores, leis, costumes e recursos de uma determinada cultura.

A família

A família desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento da criança, uma vez que é através desta que se constroem pessoas adultas com uma determinada auto-estima e onde estas aprendem a enfrentar desafios e a assumir responsabilidades.

Esta deve assegurar a sobrevivência dos filhos, o seu crescimento saudável e sua socialização dentro dos comportamentos básicos de comunicação.

Deve acarinhar e estimular as crianças no sentido de transformá-las em seres humanos com capacidade para se relacionar competentemente com o seu meio físico e social, assim como para responder às exigências necessárias à sua adaptação ao mundo.

As famílias de hoje carecem de tempo para conviver e para comunicar. Encontrar tempo para ouvir e para falar, significa deixar de lado muitas outras coisas que nos interessam muito, mas que não são tão importantes. Por vezes, a falta de assunto associada stress do dia a dia aumentam o distanciamento entre os membros da família.

A verdade é que os pais devem fazer um esforço no sentido de fomentar o diálogo e consequentemente os laços familiares, até porque, existe sempre algo para dizer: uma aventura no seu trabalho, uma tarefa doméstica, um programa na rádio, o futebol, etc.

“Não ignorando as necessidades que a sociedade actual impõe aos pais, e que eles próprios constroem, é vital que se olhe para o avô como um adulto que tem uma vida, experiência e identidade própria que não pode ser subjugada ás necessidades da nova geração de pais”. (Lídia Rego: 2002)

Para além dos pais, os restantes membros da família (avô, avó, tios) também têm um papel de extrema importância no desenvolvimento das crianças (contando histórias).

As crianças também deverão participar e enriquecer os restantes membros da família com as suas aventuras e peripécias. Aprender a dialogar em família é algo acessível a todos.

As crianças aprendem continuamente através dos seus pais, não só o que estes lhes contam, mas também, sobretudo, pelo que vêem neles, como actuam, como respondem perante os problemas. Em definitivo, as crianças observam e copiam o proceder dos seus pais perante a vida.

A verdadeira educação nos valores transmite-se, passa dos pais para os seus filhos desde o dia do nascimento até ao final da vida.

A família é a instituição mais privilegiada da educação, pois é no seu meio natural que o homem nasce e existe e onde se desperta como pessoa. Exerce enorme influência quer na integração escolar quer no desenvolvimento dos filhos.

Em conclusão, penso que é de extrema importância o conhecimento da influência que os sistemas familiares têm sobre o desenvolvimento e comportamento das crianças e dos jovens da nossa sociedade.


António A. S. (Professor)



 

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Ações realizadas durante a pandemia




Em meio a crise mundial causada pela Pandemia da Sarc – Covid 19, a SOAMPARO vem realizando um trabalho de conscientização para combater o avanço do vírus. O trabalho vem sendo difundido através de orientações dada aos atendidos do projeto Casa Encantada e a disponibilização de 1  kit de higienização  contendo álcool em gel, Máscaras, 1 desinfetante, 1 água sanitária, 1 detergente e 1 sabonete para a higienização pessoal e do lar.

Com o grande aumento de casos do novo Corona Vírus no País, veio junto a alterações na nossa economia fazendo com que empresas sejam fechadas, funcionários sejam demitidos e vagas de empregos fiquem cada vez mais escassas. Pensando no bem estar familiar, a SOAMPARO vem distribuindo mensalmente cestas básicas para auxiliar na alimentação das famílias afetadas pela pandemia.

A Soamparo em parceria com Senai confeccionou mais 8 mil mascaras hospitalares para serem utilizadas pelos profissionais da saúde do Estado de São Paulo, juntando um montante de 50 mil unidades.

Com o fechamento das aulas presenciais, a Soamparo se reorganizou e preparou matérias pedagógicas para auxiliar as crianças e os adolescentes no aprendizado, através de caça palavras, pinturas, interpretação de texto, culinária com o auxilio dos pais, atividades de motricidade e leitura, desta forma o aprendizado e o vinculo entre Soamparo e atendidos continuam ativos, proporcionando o fortalecimento de vinculo familiar e atividades aos pequenos.

A melhor forma para combatermos a Covid-19 ainda é o distanciamento, a higienização das mãos, e o uso de máscaras. 

 

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Mês Vocacional




“Senhor, chamai-nos para o serviço do vosso povo”. Segundo a CNBB, o ano de 1983 foi o primeiro “Ano Vocacional” do Brasil, e sua abertura oficial ocorreu no dia 24 de abril de 1983, 20º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, com o tema: “Vem e segue – me”. Com este evento, todo o país ficou mobilizado de norte a Sul celebrando com grande criatividade a consciência vocacional, cumprindo a ordem de Jesus: “rezar ao Senhor da Messe para que envie operários para a sua messe” (Lc 10, 2). Tendo sido também neste ano que a CNBB lançou aquela belíssima oração vocacional “Senhor da Messe e Pastor do rebanho, fazei ressoar em nossos ouvidos...”. Também nesse ano de 1983, tempo rico de graça, sob a inspiração da Santíssima Trindade, para melhor celebrar, os quatro ou cinco domingos do mês de agosto foram classificados da seguinte forma:

Primeiro Domingo:Ministérios Ordenados: Padres e Bispos (motivados pela festa de São João Maria Vianney – padroeiro dos párocos, celebrada no dia 04 de agosto) e Diáconos (inspirada em São Lourenço – padroeiro dos diáconos, celebrada no dia 10 de agosto). A vocação dos ministros ordenados está á serviço das outras vocações, logo, é serviço que organiza os demais serviços, tratando-se de um ministério em função dos outros serviços da comunidade, cabendo ao padre, ao bispo e ao diácono, ser um especial sinal de unidade de todo povo de Deus, contribuindo pela caridade pastoral, para a edificação e o crescimento da comunidade, de forma que ela seja cada vez mais evangelizadora e missionária.

Segundo Domingo:Vocação para a vida em família, com uma especial atenção aos pais, e, com o brilho da abertura da Semana Nacional da Família que a cada ano aborda assuntos de extrema importância para serem refletidos em família e em comunidade. A família é chamada por Deus a gerar vida, a ser testemunha do amor e da fraternidade, sendo visível sinal de Deus Pai criador. A vocação da família se expressa na aliança da Trindade com a humanidade na continuidade e garantia da vida, e vida plena, concretizando o projeto de Deus para os homens e mulheres que é vida e dignidade. Que grandiosa e bela vocação tem a família, celeiro das vocações, igreja doméstica que oferece as condições favoráveis para o nascimento e o crescimento das vocações participando da missão educativa da Igreja que é mestra e mãe.

Terceiro Domingo:Vocação para a vida consagrada – religiosos (as) motivados pela festa da Assunção de Maria, modelo de todos aqueles que dizem ”Sim”, rezamos especialmente pela vocação religiosa feminina e masculina, homens e mulheres que vivendo em comunidade, buscam a perfeição pessoal através do fundamento evangélico da vida consagrada que está na relação que Jesus estabeleceu com alguns discípulos, convidando – os  a colocarem sua existência á serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida, na expressão do Seguimento de Cristo no meio do Povo de Deus, sinal de Fé e esperança. A presença dos consagrados e consagradas em nossas comunidade é significativa e imprescindível, pelo que são e pelos serviços que nos prestam nos diferentes campos pastorais. Na Solenidade da Assunção a Igreja lembra que a Mãe de Jesus é modelo para todos os cristãos, e, de forma particular, dos que se consagram a Deus pelos Conselhos Evangélicos: pobreza, castidade e obediência.

Quarto Domingo:Vocação para os Ministérios e Serviços na Comunidade (Vocações leigas), que pelo Batismo “são incorporados a Cristo, e com isso formam o povo de Deus e participam das funções de Jesus: sacerdote, profeta e rei” (Doc. Aparecida, 209). Na comunidade eclesial e na sociedade os leigos contribuem para a vivência e o anúncio do Evangelho e do Reino de Deus realizando várias atividades, por exemplo: Catequistas, Ministros da Palavra e da Eucaristia, Liturgia, Conselho Administrativo, serviço aos pobres e doentes... Exercem sua ação evangelizadora testemunhando e irradiando sua Fé.

Quinto Domingo:(quando houver – quando não há o quinto domingo o Dia do Catequista é comemorado também no quarto domingo): Dia Nacional do/a Catequista, que por vocação e missão, são grandes educadores da Fé na Comunidade Cristã. Na Igreja do Brasil temos um número muito grande de catequistas, são homens e mulheres que, cientes de sua responsabilidade cristã, assumem o serviço de educar e formar crianças, jovens e adultos, preparando - os não só para os sacramentos , mas para testemunhar com a própria vida a pessoa de Jesus e o seu Evangelho...

Que as Celebrações do mês vocacional nos tragam as benções do Pai para vivermos a nossa vocação: sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga, todas elas são importantes e indispensáveis, levam á perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à Santidade.

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Irmãos Pregando




Pregar para nós, mulheres dominicanas imeldinas, é anunciar o amor de Jesus Salvador presente na Eucaristia, testemunhando este amor na e com a vida, isto é,  proclamando Jesus na realidade do dia-a-dia, no cotidiano simples e linear. É também  despertar a fé e fazer germinar a semente de bem que existe em cada pessoa, por meio de  atos concretos e o anuncio oral.

As Irmãs Dominicanas Imeldinas, que a convite dos confrades dominicanos se estabeleceram em Santa Cruz do Rio Pardo em 1946, desde a sua chegada se preocuparam a expansão da Congregação e com a missão, recebendo novas vocações e formando-as segundo seu carisma e a missão própria.

Nas décadas de quarenta a sessenta, numerosas jovens se juntaram às irmãs missionarias, tornando-se postulantes, noviças, e junioras. Para iniciá-las na missão específica da pregação, todas, ou quase todas, eram enviadas desde o início de sua formação à vida religiosa a ensinar a doutrina, sobretudo  às crianças, no limite urbano e periferias, como também   nas fazendas, capelas e sítios.  

Após a missa dominical carroças, charretes, tratores, carros e caminhões estacionavam em frente ao convento para levar as jovens irmãs ainda em formação, para evangelizar em lugares mais diversos. De duas em duas iam por estradas de terra onduladas e poeirentas.  O trem e o ônibus eram também usados para chegar à Sodrélia a 11km e Caporanga, a 28Km de Santa Cruz.  Para o almoço a maioria já estava de volta, cansadas, cobertas de poeira, mas felizes. As saídas e chegadas eram animadíssimas porque as “apóstolas” somavam umas quarenta. Cada uma queria relatar suas conquistas e os “milagres” operados em nome de Jesus.

A economia cafeeira estava perdendo força, naquela época, porém a maioria das fazendas, entre outras culturas mantinha também o cultivo do café que exigia numerosa mão de obra de colonos que habitavam na fazenda e, em momentos pontuais da lavoura, dos trabalhadores. A estrutura da fazenda compreendia a sede, as casas dos colonos, a escolinha e às vezes a capela. Qualquer lugar era suficiente para reunir as crianças: a capelinha e na falta desta a escola, o terreiro de café, a sombra de uma árvore ou a residência de uma família.  As crianças eram iniciadas na doutrina cristã e se preparavam para a primeira eucaristia que quase sempre acontecia na festa do padroeiro.

Nomear lugares e fazendas mostra o alcance da ação evangelizadora daquelas jovens irmãs que hoje relembram com gratidão a Deus e por que não, com saudades o glorioso início da Congregação em Santa Cruz do Rio Pardo. Entre outros, destacamos as fazendas: Cocaes, São Domingos, Santa Gema, Três Ilhas, Pedra Branca, Figueiras, Santa Isabel, São Luiz, Santa Maria, Mandaguari, Lambari, (um aglomerado de famílias japonesas). Na periferia da cidade: Três Bicas, a Vila Popular (na estação ferroviária), a Gruta do Binão, as capelas de São José, São Benedito.  Incluem-se os povoados de Caporanga, Sodrélia, Cebolão e Espírito Santo do Turvo.   O poema de Hilário Cristofolini, IM pode ser aplicado às jovens iniciantes que com as missionárias vindas do além-mar deram tudo de si para o Anúncio do Reino.

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